18/05/2008

GNR - Dunas

Dunas, são como divãs
Biombos indiscretos de alcatrão sujos
Rasgados por cactos e hortelãs
Deitados nas Dunas, alheios a tudo
Olhos penetrantes
Pensamentos lavados

Bebemos dos lábios, refrescos gelados
Selamos segredos
Saltamos rochedos
Em câmara lenta como na TV
Palavras a mais na idade dos porquês

Dunas como que são divas
Quem nos visse deitados
Cabelos molhados, bastante enrolados
Sacos-cama salgados
Nas Dunas, roendo maçãs
A ver garrafas de óleo, boiando vazias
Nas ondas da manhã

Bebemos dos lábios, refrescos gelados
Nas dunas
Em câmara lenta como na TV
Nas dunas

Nas dunas
Nas dunas
Nas dunas
Refrescos gelados
Como na TV
Nas dunas