No foyer do Maria Matos
Dei contigo a cortar no Malhadinhas
Não te basta gozar o meu bigode
E citar Paul Auster quando calças Josefinas
"Tenho um fraco por saloios como tu"
Confessas a tentar ter pena minha
Já no teu loft, entre o gin e o tofu
Um retrato do Andy Warhol a mirar-me da cozinha
Glória Margarida, o que é que andas a esconder?
Tu que gramas tudo o que é fixe alguem gramar
Glória Margarida, estou mortinho por escrever
A canção do teu armário
Queres levar-me ao Hansastudio em Berlim
E tirar fotos, escorregar pelo salão
Quem sabe, estudar Brian Eno
Sim, porque eu se é Alemanha estudo Sérgio Conceição
Queres um mundo pra vocês outro pra nós
Que contemple um curral de onde viemos
Só que eu e tu tivemos os mesmos avós
Desce abaixo deste ramo solitário e bailemos
Glória Margarida, o que é que andas a esconder?
Tu que gramas tudo o que é fixe alguem gramar
Glória Margarida, estou mortinho por escrever
A canção do teu armário
Glória Margarida, o que tens tu a esconder?
Tu que sabes tudo o que é fixe alguem gostar
Glória Margarida, olha já estou a escrever
A canção do teu armário
Glória Margarida, onde é que tu te vais esconder?
Quando o povo se unir para cantar
Glória Margarida, fartinho de saber
A canção do teu armário
Glória Margarida, saberás reconhecer
Tu que topas o que está pra rebentar
Glória Margarida, olha acaba de nascer
A canção do teu armário
27/11/2014
12/11/2014
Diabo na Cruz - "Moça Esquiva"
Ao Copenhaga
Fui abraçar-te
Choraste por embaraçar-te
Areal da praia
Pedi noivado
Melhor teria sido
Ter-te atraiçoado
Riba arriba bate bate
Como trovoada
Teu coração de donzela alvoraçada
Refilas, desfilas
Afias os meus sonhos
Fazes-me sorrir e aos outros
Andar tristonhos
Quando subo queres descer
Mal eu desço só voar
Roubo um beijo a correr
Toca a enxotar
Agarrar é às escuras
Navegar só à deriva
Ai Jesus, que moça esquiva
Campo relvado
Vou demonstrar-te
Apostas que eu só sei sujar-me
Elogiei-te, estás ressentida
Não guardas um sorriso
Pra nada que eu te diga
Tique no isqueiro
Tique taque na queimada
Pareces porta-voz da massa indignada
Chamo o teu nome
Tu avanças e recusas
Não há quem chegue a ti,
Farol de Lampedusa
Quando subo queres descer
Mal eu desço só voar
Roubo um beijo a correr
Toca a enxotar
Agarrar é às escuras
Navegar só à deriva
Ai Jesus, que moça esquiva
Quando subo queres descer
Mal eu desço só voar
Roubo um beijo a correr
Toca a enxotar
Agarrar é às escuras
Navegar só à deriva
Ai Jesus, que moça esquiva
Quando é para decidir
Nunca sirvo para ajudar
Se eu começo a divertir-me
Oiço-te a bufar
Se te amparo a cintura
Tu sacodes-me lasciva
Ai Jesus, que moça esquiva
Fui abraçar-te
Choraste por embaraçar-te
Areal da praia
Pedi noivado
Melhor teria sido
Ter-te atraiçoado
Riba arriba bate bate
Como trovoada
Teu coração de donzela alvoraçada
Refilas, desfilas
Afias os meus sonhos
Fazes-me sorrir e aos outros
Andar tristonhos
Quando subo queres descer
Mal eu desço só voar
Roubo um beijo a correr
Toca a enxotar
Agarrar é às escuras
Navegar só à deriva
Ai Jesus, que moça esquiva
Campo relvado
Vou demonstrar-te
Apostas que eu só sei sujar-me
Elogiei-te, estás ressentida
Não guardas um sorriso
Pra nada que eu te diga
Tique no isqueiro
Tique taque na queimada
Pareces porta-voz da massa indignada
Chamo o teu nome
Tu avanças e recusas
Não há quem chegue a ti,
Farol de Lampedusa
Quando subo queres descer
Mal eu desço só voar
Roubo um beijo a correr
Toca a enxotar
Agarrar é às escuras
Navegar só à deriva
Ai Jesus, que moça esquiva
Quando subo queres descer
Mal eu desço só voar
Roubo um beijo a correr
Toca a enxotar
Agarrar é às escuras
Navegar só à deriva
Ai Jesus, que moça esquiva
Quando é para decidir
Nunca sirvo para ajudar
Se eu começo a divertir-me
Oiço-te a bufar
Se te amparo a cintura
Tu sacodes-me lasciva
Ai Jesus, que moça esquiva
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